A little bit of me

Pedro é um ser antenado no mundo. Sente necessidade de interagir com pessoas, coisas e movimentos. "Enquanto os homens exercem seus podres poderes" ele permanece à espreita, esperando o momento certo de, um dia, quem sabe, mudar alguma coisa. Enquanto isso, ele vai escrevendo alguns posts cômicos (deve-se adverti-los que tudo não passa de comédia-pastelão), uns posts de protesto e, não muito raramente, algumas coisas estranhas que, por força do destino, são chamadas de poesia. No mais, Pedro é uma pessoa comum. Mas não tão comum quanto você pensa. "Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia", como já dizia Shakespeare!

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Este blog recebe meus textos desde... 13-05-2002.

terça-feira, 27 de março de 2007


Dentro do mar tem rio
ou
Um compacto melhores momentos do meu último fim de semana


Léo e Fabiana aportaram nas minhas terras no sábado, pela manhã. Depois de fazer um footing pela Savassi, fomos apreciar a vista do Mirante. Conversas, casos, memórias, crônicas. Descemos para a Praça da Liberdade, para tentarmos fazer a Anita Ekberg numa das fontes. Depois do almoço aqui em casa, e de conversas sobre assuntos diversos, vimos trechos de todos os dvds da Maria Bethânia.

Nos arrumamos para o show e fizemos uma parada no Café com Letras para um Cosmopolitan (ou, como diz no cardápio, "o drink favorito das garotas de Sex and the City").

Ai teve o show, que eu ainda não acredito que vi e eu ainda não sei o que dizer sobre ele. Porque dizer que foi maravilhoso seria chover no molhado e a Bethânia já fez chover muito bem com os álbuns sobre a água!

Depois rolou um boteco, mas nem vem ao caso porque a gente estava tão impressionado com o show e a Bethânia (especialmente com a roupa que ela estava no camarim - uma camisetinha do Popeye super fashion) que a gente só conseguia falar na Yemanjá.

No domingo, depois de acordarmos quase meio dia e baixarmos as fotos, arrumamos e vimos mais um pedaço dos dvds. Por fim, os meninos arrumaram as coisas e fomos para um bar digno, tomar a última cerveja deles no fim de semana Bethânia em BH.

Alguns lapsos de memória depois (eu ainda não processei tudo que aconteceu no bar), fui deixa-los na rodoviária. Queria ter abanado o lencinho, mas tinha muita gente e fiquei com vergonha.



P.S: Esse post ficou muito esquisito. Não consegui digerir tudo que aconteceu ainda. Talvez no futuro eu faça uma crítica melhor sobre o show e sobre a passagem meteórica do Léo e da Fabiana aqui. Mas vocês também podem tentar os blogs deles porque talvez haja coisas mais concretas por lá!

Pedro croniquizou às 00:08:26.

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terça-feira, 6 de março de 2007


"Dentro do mar tem rio..."

Pedro croniquizou às 00:50:56.

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007




"Toda minha vida tive a impressão de estar aqui e em outro lugar", diz Véronique, no final de A Dupla Vida de Véronique, de Krzysztof Kieslowski.




... deus, como eu a entendo!

Pedro croniquizou às 09:47:20.

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007


Um amor de verão


Um balanço dos filmes que (re) vi nas férias. E algum comentário qualquer sobre eles.

A Noviça Rebelde: Todo ano, faça chuva ou faça sol, eu tenho que ver esse filme no dia primeiro de janeiro. Porque meu ano fica muito melhor quando vejo uma coisa fofinha assim, logo de cara, no primeiro dia do ano. E esse filme me acompanha desde minha infância, quando eu lembro de tentar assisti-lo com minha irmã. O tentar fica por conta do fato de que eu ainda não conseguia ler as legendas do filme, e felizmente, nessa época, eles não tinham o péssimo hábito de dublar as canções. Mas lembro que fiquei encantado com as cores e as músicas. "Just simple remember my favorite things and then I don't feel so bad!"

Xuxa Gêmeas: antes que alguém jogue sete pedras em mim, deixa eu explicar o que esse filme faz aqui. Um dia, estava eu sentado no meu canto, quando meu sobrinho chegou e disse: "Tio, me leva ao cinema?" Fiquei super feliz por ele ter me feito esse pedido. E já comecei a pensar nas opções que teria para leva-lo. Eu podia, por exemplo, ir com ele ao Belas Artes para assistirmos a Volver, e eu poderia falar, depois, sobre as cores de Almodóvar. Ou até mesmo Pequena Miss Sunshine, e mostra-lo que não faz mal ser freak. Quando eu já me decidia sobre o filme que veriamos, ele solta a bomba: "Tio, eu quero ver o filme da Xuxa!" Como o tio-futuro-jornalista-e-crítico-cultural tinha que estar presente na primeira sessão de cinema do guri, lá fomos nós. O filme é terrível, mesmo o Jorge Fernando tentando, a todo custo, extrair alguma carga dramática da atriz (sic). A única coisa que salvou foi que, na volta, meu sobrinho soltou a pérola: "eu não quero ver o filme da Xuxa nunca mais!". Também, o que esperar de uma criança cult que sabe algumas falas de A Viagem de Chihiro de cor?

Madame Satã: Uns dois dias antes eu tinha sonhado que entrevistava o Lázaro Ramos e resolvi dar uma revisão em Madame Satã, filme que tinha me chapado mas não tanto quando da primeira vez que vi. E a surpresa não podia ser melhor: o filme cresceu absurdamente. Mesmo eu tento, há pouco, visto O Céu de Suely, do mesmo diretor, e não gostado muito. Porque Madame Satã é tudo que o Karin quis fazer em O Céu, mas não conseguiu. A câmera que não pára quieta, o foco que se perde para dar mais tensão... E o Lázaro Ramos! O que é o Lázaro Ramos nesse filme? O que é o quebra-pau dele com a Renata Sorrah? Perfeito, perfeito! A melhor parte do filme, sem dúvida, é o número que ele apresenta no Danúbio Azul, sobre o monstro chinês. Imperdível.

Delicada Atração: Filme fofinho sobre a descoberta da sexualidade no fim da adolescencia. Deve ter causado muito mais furor quando foi lançado, em meados da década de 1990. O que salva é a trilha, realmente muito boa, e a atriz que faz a vizinha dos meninos. Divertidíssima, porra-louca, se achando a Mama Cas.

Não Amarás: PUTA QUE PARIU! Eu acho que nem sei o que falar sobre esse filme. Talvez que ele seja um dos filmes mais bonitos que já vi. Ou que ele busca em Platão uma referência perfeita para falar do amor. Ou que o Kieslowski é um diretor que eu preciso ver mais coisas. Ou até mesmo que, depois de assistir a esse filme, eu nunca mais fechei a cortina da
minha janela. Eu acho que todo mundo merecia ter um Tomek só para ele.

O pecado de todos nós: O mesmo amor platônico usado pelo Kieslowski no filme acima é buscado aqui, nesse filme fabuloso com Marlon Brando (aah, Marlon Brando!) e Liz Taylor hipnótica! O filme é uma sucessão de obsessões que vão crescendo até explodirem no final. E que final revelador. E desesperador, com aquela câmera que não focaliza nenhum dos personagem na cena por mais de dois segundos. Clássico obrigatório.

Elsa e Fred: Eu ainda não vi A Doce Vida, do Fellini, mas se esse filme for tão bom quando Elsa e Fred, eu preciso vê-lo urgentemente. Fiz essa comparação porque a personagem Elsa é obsecada por La Dolce Vida, em especial pela figura da Anita Ekberg. Há, inclusive, um remake da famosa cena na fonte. E o filme é fofo. Meloso até o fim, mas sem ser piegas. E
esse filme é um certo fenômeno aqui em BH. Se não me engano, ele estreiou em outubro, e está em cartaz até hoje! Em quatro horários! Há muito tempo eu não via um sucesso assim. Peguei uma sessão durante a semana, as duas e pouca da tarde, e o cinema estava lotado. Corre o risco de bater Ghost e Sociedade dos Poetas Mortos, que são os campeões de bilheteria por aqui.

Diamantes de sangue: Encontrei um dia com uma amiga para resolvermos umas coisas e ela tinha ingressos para esse filme. Como ele estava cotado para o Oscar, fomos assistir. É bom, dinâmico, empolga, mas só isso. Sem contar que o mote do filme é o problema dos diamantes extraídos da Africa, que são vendidos a preços absurdos por aqui mas o dinheiro não volta para lá. Como eu não compro diamantes africanos, nem de qualquer outra parte do mundo (única e exclusivamente porque Holly Golightly disse que não é elegante uma pessoa usar diamantes antes dos 40) eu não contribuo em nada com essa guerrilha. (* aqui eu serei apedrejado, mas é verdade *)

Guerra dos Mundos: Revi com meu cunhado e meu sobrinho, que aguentou praticamente o filme todo. (Ele adora o "ET mau" que aparece lá nos meios. E também adora o ET bonzinho do outro filme do Spielberg). Continua tenso, continua bom e continua colocando o dedo em várias feridas.

Encontros e Desencontros: Quando eu vi esse filme pela primeira vez, na época do Oscar quando ele concorreu, eu gostei, mas não achei grandes coisas. Foi só na revisão, depois de quase três anos, é que foi perceber. UOU! Isso não é um filme. É um sentimento que a Sofia Copolla filmou. Quase o mesmo que o Kieslowski fez com Não Amarás. E eu sou um pouco Charlotte. A Scarlett Johansson... sei não, mas acho que ela vai se tornar uma das maiores atrizes da história do cinena. A menina tem vinte e poucos anos e olha o porte! Olha a elegância. Até cantar Summertime ela resolveu cantar. E não decepcionou!

Charada: O que é esse filme, dona Audrey? Quem deixou você brincar de gato e rato? Quem deixou você fazer um filme que flerta com Hitchcock assim, descaradamente? Quem deixou você fazer par romântico com Cary Grant? Quem falou que você podia andar assim por Paris??? O filme é fantástico: aqueles suspenses com doses certas de comédia, uma história
fantástica que vai te prendendo na cadeira, sem você conseguir respirar e, claro, Audrey Hepburn. Que pode ser freira, mocinha, vilã, bonequinha de luxo e até princesa que nunca vai perder a pose e a classe. Quem nasceu para ser estrela não consegue deixar de ter luz própria!

Pink Flamingos: TRASH total. Eu sempre tive curiosidade de ver esse filme, mas nunca pensei que ele fosse tão absurdo. Eu nem sei muito o que falar dele. É bom? É! É ruim? É! É bizarro? E como!

Babel: Eu gosto muito do Iñarritu. Desde Amores Brutos. Acho que ele tem uma mão muito boa para dirigir. O problema é que essa pretensa trilogia da morte que ele resolveu fazer foi se dissolvendo ao longo do tempo. Temos Amores Brutos, fantástico. Temos 21 Gramas, médio. E temos esse Babel, que é bom, mas não me empolgou tanto. Provavelmente porque a
história é aberta demais. Mas é um filme muito bom, que fecha um ciclo interessante. Vamos ver agora o que ele vai inventar para depois.

O amor não tira férias: O QUE? Jude Law e Kate Winslet no mesmo filme? Fazendo irmãos? Não podia perder isso por nada. O filme é uma comédia romântica bem água com açúcar, mas só de ter Kate e Jude já se espera algo bom. E a Cameron Diaz, tadinha, tem que parar de fazer filmes com as grandes. Ela tentou, mas ficou anos luz de Toni Collette no ótimo Em seu lugar. Agora Kate Winslet nem contracena com ela nesse filme mas a coloca no chinelo. E depois desse filme, os irmãos de Os Sonhadores deixaram de ser fetiche!

100 escovadas antes de ir dormir: Confesso que fui ver esse filme para me poupar de ler o livro. E foi ótimo, porque o filme é péssimo, então o livro deve seguir pela mesma linha. A história não tem a menor consistência. Como disse um amigo meu, é um Christiane F. sem drogas e sem David Bowie.

Pecados Íntimos: Eu esperava que esse filme fosse um outro Closer. E tinha tudo para ser. Famílias, disturbios, infidelidade, casos extra-conjugais, pedófilos... Mas aí eu descobri que não basta apenas o talento de Kate Winslet para fazer alguma coisa muito boa. Como bem disse a Fer, o que mais irrita nesse filme é o narrador, que LÊ algumas partes do livro, como se, na verdade, arrancasse os pensamentos das personagens e os tornasse
públicos. Veja depois de já ter visto tudo.

À procura da felicidade: Um filme fofíssimo, tipo aqueles filmes que passam antes do natal pra gente entrar no ano novo com espírito de mudança. A história é mais que manjada: Will Smith é um pai que precisa se desdobrar em mil para trabalhar em um emprego que NÃO lhe dá retorno financeiro e cuidar do filho, depois que a mulher dele o abandona. E dá-lhe os dois dormindo em banheiros, abrigos, Will Smith correndo de um lado para o outro (quase um Forrest Gun)... E o que é aquele menino, que é filho de verdade do Will Smith? Foférrimo até a ponta do cabelo black power.

Alfie: Quando esse filme foi lançado no cinema, lembro que li uma crítica falando que era "uma aula de como ser metrossexual com Jude Law". Pois eu digo que essa crítica está equivocadíssima. Porque não é uma aula de como ser metrossexual, mas sim de como ser QUILOMETROSSEXUAL! Ok, ok, a piada é infame, mas é a mais pura verdade. O homem exala sexualidade por todos os poros. O que é o Jude Law de cachecol andando por Manhattan numa lambreta super retrô? O que é ele falando da importância de andar bem vestido? E falando que o rosa não tira a masculinidade dos homens? E ele ainda ajuda a Susan Sarandon a escolher o melhor Chanel! Porque existem pessoas feias, médias, bonitas e existe o Jude Law!!!

Pedro croniquizou às 10:13:38.

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007




Go, Olive!

Pedro croniquizou às 10:55:30.

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2007


Dia desses, numa ótica...

_ Oi, tudo bom... Queria escolhar uma armação...
_ Você vai fazer óculos de sol também?
_ Vou... Também quero escolher a armação.
_ Ai... chegou uma aqui a sua cara. Vou pegar...

Segundos depois...

_ Essa armação Givenchy vai combinar perfeitamente com o formato do seu rosto!


Axeidigno!





Pedro croniquizou às 00:11:11.

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domingo, 7 de janeiro de 2007


TOP TOP TOP


Top 12 coisas boas e ruins para lembrar ou esquecer que aconteceram em 2006. "Sem ordem, sem harmonia, sem belo, sem passado"... Apenas 12 coisas de cada.

Coisas belas:
1. Estágio, e a possibilidade de descobrir se o jornalismo é mesmo o curso da minha vida. E é. Nos casaremos no fim desse ano.

2. Cinema, muito cinema em 2006. E muito cinema acompanhado de amigos, o que quase não acontecia em anos anteriores.

3. Ouro Preto: uma semana na cidade mais barroca do país. Tudo bem que foi a trabalho, mas encontrar tempo para se divertir é a coisa mais fácil do mundo.

4. Rio de Janeiro: alguns poucos dias na cidade maravilhosa (o clichê é totalmente válido). E ainda encontrei esse moço num fim de tarde em Ipanema. O vento era tão forte que quase nos tocou para o Vidigal. Mary Poppins!

5. Brasilia: Aaaah, Brasilia. Terra do Leo. Da Fabiana. Dos outros amigos. Do Beirute. Da Esplanada. Das caminhadas pelas quadras, super-quadras, entre-quadras ou qualquer coisa que o valha. Do pôr-do-sol no Parque da Cidade.

6. Acampamentos com direito a observações participantes de uma tribo indígena. Eu virando parte da tribo.

7. O namoro.

8. LAURA!

9. Uma sessão de Cinderala Baiana (sim, o filme da Carla Peres) seguido de Um Show de Verão (sim, o filme da Angélica) com novos e fantásticos amigos.

10. Muitos cds e dvds comprados. Muitos cds baixados. Muitas bacias das almas e coisas perdidas lá dentro. Muitos sebos. "Vídeos, livros, discos às mancheias..."

11. A entrevista do ano: Monica Salmaso respondendo minhas perguntas. Fofa!

12. O início das leituras para o projeto de final de curso na faculdade. Edgar Morin e suas estrelas aguçaram mais ainda minha curiosidade pela sétima arte.


Coisas sujas:

1. O termino do namoro. Não por ter terminado, porque nada nessa vida é eterno (já vejo xiitas me jogando pedras por essa afirmação), mas pela forma como terminou. Não estou disposto a fazer uma linha Bette Davis todos os dias como tive que fazer.

2. A falta de dinheiro, porque passar parte ou todo o mês contando as moedas para o café não é vida.

3. Alguns filmes que prometiam tanto revelaram-se uma bela porcaria. Bubble, O Tempo que Resta, O Céu de Suely... E olha que todos de diretores que já fizeram coisas maravilhosas.

4. A distância geográfica que me separa de certas pessoas bacaníssimas. Mas um dia a gente resolve tudo isso. Teletransporte é uma das promessas da tecnologia.

5. Maria Bethânia lançando dois trabalhos completamente diferentes. O maravilhoso Pirata, e o nem tanto Mar de Sophia.

6. O preço dos produtos da Biscoito Fino e dos lançamentos da Trama. Como eles querem que eu compre os dvds da Bethânia e o dvd do show Hoje, da Gal, com aquele preço todo? Nem para fazerem uma bacia das almas.

7. Meu gravador de cd morreu! Não dá para viver mais sem esse item. Uma coisa como viver sem drive de disquete há uns 10 anos atrás.

8. O dilema com o contrato de estágio no segundo semestre e as tentativas de arrumar outros estágios paralelos. Não dá para se jogar de cabeça na primeira coisa que surgir.

9. Os apertos nos fins dos semestres. Tudo ao mesmo tempo agora!

10. As pessoas continuam confundindo tudo! Gente, eu não sou legal!!!

11. As tentativas falhas de mudar e vida. Tudo bem que se não deu não era mesmo para ter dado, mas bem que eu ia gostar se tivesse acontecido.

12. "Eu tenho saudades do futuro..."


Ouvindo: Mônica Salmaso - Tristeza e Solidão

Pedro croniquizou às 13:18:21.

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domingo, 31 de dezembro de 2006


Doze


Doze filmes de 2006. Um filme por mês. Longe de ser os melhores do ano. Apenas os mais significativos.

Janeiro: Flores Partidas, de Jim Jarmusch.
- Já disseram que é preciso continuar. Mesmo que essa continuidade não nos leve a lugar algum. Sempre há esperança!






Fevereiro: O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee.
- Alguém disse que era proibido? Alguém disse que era impossível? Alguém disse que era ilegal e imoral? Esse alguém não conhece o amor!






Março: Johnny e June, de James Mangold.
- Eu te amo e você me ama. Por que insiste em não aceitar isso?>






Abril: Maria Bethânia - Música é Perfume, de Georges Gachot.
- "Da minha voz, trago a noite e o mar, o meu canto é a luz, de um Sol Negro em dor..." Genial!






Maio: X-Men - O confronto final, de Brett Ratner.
- Eu não sou igual a você. E não me importo com isso!






Junho: A Lula e a Baleia, de Noah Baumbach.
- Uma família, por mais quebrada que seja, é indispensável. Sorte a minha, que tenho várias.






Julho: Estrela Solitária, de Win Wenders.
- Não faça barulho. Não é preciso alertar o mundo para a mudança iminente. Apenas faça acontecer!






Agosto: Anjos do Sol, de Rudi Lagemann.
- As veias abertas da sociedade brasileira. Aquilo que passa e fingimos não existir.






Setembro: Casa do Lago, de Alejandro Agresti.
- Pela primeira vez eu fui ao cinema como namorado de alguém. Pela primeira vez eu dividi o pacote de pipoca com alguém que eu dividia minha vida.






Outubro: Pequena Miss Sunshine, de Jonathan Dayton e Valerie Faris.
- Eu sou freak e sei muito bem disso. E você, o que é? Ou melhor, o que tenta ser?






Novembro: Volver, de Pedro Almodóvar.
- Há sempre o momento do retorno. Por mais doloroso que ele possa ser. É preciso voltar para continuar.






Dezembro: Os Infiltrados, de Martin Scorsese.
- O bom, o mal, o belo, o sujo. Todos irmanados, amarrados pelas cordas da tensão. O cinema nunca mais será o mesmo. Nem eu!



Pedro croniquizou às 11:41:45.

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